O figo é rei na Quinta da Fornalha

Foi das primeiras quintas em portugal a receber o certificado de agricultura biológica, estávamos ainda nos anos 90. O figo é a estrela da companhia e a ideia é ligar tudo e aproveitar a riqueza do local.
Por: Ana Carreira

Foi este verão que conheci este projecto piloto de sustentabilidade fundado na história de família de Rosa Dias, psicóloga de formação e proprietária da Quinta da Fornalha, que se uniu ao pai para assegurar o incrível legado que desde há várias gerações, se fixou neste lugar único de Castro Marim inserido na reserva natural do sapal. 

Vai adorar conhecer este recanto de algarve autêntico e selvagem, tão raro por estes dias, aberto ao público para visitas, workshops e até para fazer voluntariado. "Recebemos gente de todo o mundo que vem trabalhar a quinta em troca de alojamento". 

Entre a azeitona, a alfarroba, a amêndoa, o sal e o figo, a ideia é fazer valer a história das gentes e a cultura e tradição locais, num cultivo biológico de respeito total pela terra. Rosa dias explica o quanto já aprendeu em 36 hectares de fruticultura biológica mediterrânea. “Acho que tudo o que a natureza nos dá, nós podemos dar de volta, e talvez a nossa missão aqui na quinta seja também partilhar esta experiência com todos os que nos visitam". 

E há muito sentimento para desfrutar, quer seja numa estadia na Quinta da Fornalha ou apenas uma visita às hortas biológicas, aos jardins comestíveis ou às figueiras plantadas pelo avô e pelo pai de Rosa há mais de 40 anos. Na verdade, nós também entramos na história da quinta, até para ajudar a fazer as trufas de figo na cozinha, e depois prová-las, pois claro! 

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