Duffy diz que foi "violada", "drogada" e raptada

Cantora explica o seu desaparecimento misterioso de quase dez anos.
Cantora explica o seu desaparecimento misterioso de quase dez anos.

A cantora galesa Duffy quebrou o longo silêncio e voltou à praça pública para explicar o seu longo interregno, de forma bastante controversa, na conta de Instagram que agora abriu. A artista britânica diz ter sido "violada", "drogada" e "feita refém", sem explicar, para já, as circunstâncias desses atos.

"Perguntarão porque optei por não usar a minha voz para expressar a minha dor? Não quis mostrar ao mundo a minha tristeza. Perguntei-me a mim mesma: 'como posso cantar do coração se está partido?' Lentamente, desquebrou-se. Nas semanas seguintes, vou publicar a minha entrevista falada. Se tiverem algumas perguntas, gostaria de responder, nessa entrevista falada, caso consiga”, anota Duffy, no Instagram, que garante sentir-se hoje “bem” e “segura”.

 

Em 2011, citada pela imprensa britânica junto de fontes próximas da cantora, Duffy justificou o seu afastamento com a vontade de levar uma vida de mãe casada no campo e com o choque das vendas baixas do seu segundo álbum, "Endlessly". 

Duffy foi uma estrela pop precoce a quem se vaticinou um enorme futuro, durante os preparativos do álbum de estreia "Rockferry" (de 2008) e o seu período imediatamente subsequente. Quando lança este disco, Duffy tinha apenas 23 anos.

A sua forma de cantar angelical e a atmosfera folk das suas músicas mereceram grande aclamação do público e da crítica, tendo ganho um Grammy na categoria de Melhor Álbum Pop Vocal (por "Rockferry").

A partir de 2011, dá-se um afastamento misterioso, raramente interrompido e repleto de projetos abortados no mundo da música e do cinema.

Com o single de 2008, 'Mercy', Duffy atingiu o primeiro lugar dos tops de vendas da Alemanha e do Reino Unido.


 

26 fev 2020
Redação
Música